Copa do Mundo de Clubes

Por Rodrigo Tupinamba Carvao
em 02/07/2025 |
Categorias: Chutebol

Observações sobre as crianças e adolescentes no Mundial de Clubes da FIFA:

Crianças e adolescentes têm acompanhado, junto aos demais torcedores, o Mundial de Clubes da FIFA com extrema atenção.

Curioso perceber como, em meio à parafernália digital, eles continuam se importando com seus clubes de coração – que na maioria dos casos vêm da família – mas, também, com os clubes europeus que passamos a acompanhar de perto de uns tempos pra cá.

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O imaginário do futebol europeu imbatível virou um tema nesta competição, muito bem-vindo por sinal. A questão de “qual é a distância do futebol brasileiro (e do ‘resto do mundo’)” para a Europa é o papo corrente, que chega até eles.

Este não é o fórum específico para tal discussão – talvez insolúvel – mas, de todo modo, ver os times da cidade batendo grifes europeias soa animador, não somente pela questão esportiva.

Do ponto de vista pedagógico, traz algo de uma vida mais real, de jogadores que, em campo, conseguem preservar algo da disputa em termos que não remetam somente ao poderio financeiro.

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O imaginário infantil captura as percepções adultas, a ponto de repeti-las como verdades (são as verdades conhecidas por eles, respaldadas em nós).

Dizer que um time ganhou pior que o outro, ou que um perdeu melhor que aquele outro parece uma confusão quando, como bem sabe quem entra em campo, existem maneiras diversas de se vencer uma partida de futebol.

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Nestas competições que conquistam corações e mentes, pequenos jogadores em períodos competitivos podem sentir um peso extra por desempenho, desnecessário, por uma comparação até mesmo inconsciente com os heróis que veem pela televisão; pela maneira a que os adultos à volta se referem aos jogadores; até mesmo por esta ou aquela cultura familiar.

Não quero dizer com isso que há um jeito ‘certo’ de torcer; apenas que as crianças assimilam estas coisas, por mais que, de cabeça fria, queiramos nos comportar de modo oposto a como agimos.

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O mais legal deve ser poder sonhar com grandes jogos, craques, jogadas geniais, viradas épicas, derrotas trágicas, títulos!

Mas no lugar do sonho, do devaneio – sem que o real da pressão por desempenho estrague a brincadeira infanto-juvenil.

 

Aquele abraço, saudações esportivas

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