Finais: Copinha 2025

Por Rodrigo Tupinamba Carvao
em 12/11/2025 |
Categorias: ChutebolCopinha do Mundo

Caros/as,

Quanta emoção nas finais da Copinha! E que espetáculo nossa molecada deu em quadra! Bravos, valorosos, deu gosto de ver!

As fotos estão no álbum: Àlbum Copinha 2025

Ah, para quem quiser comprar fotos do seu craque: fotos1 fotos2

Categoria sub-10

quartas de final: Venezuela 3×0 Japão

Fizemos uma partida impecável! Enfrentando o ataque mais positivo da competição, demonstramos disciplina tática impressionante para a categoria sub-10! Foi preciso jogar de forma diferente da habitual para neutralizar as principais jogadas do adversário – e o grupo cumpriu à risca tudo o que foi treinado ao longo da semana.

Os gols foram surgindo com inteligência e roubadas de bola a partir da muralha defensiva que conseguimos erguer. Destaque para o golaço de Martim, ali pelo meio da quadra, com categoria quando o goleiro adversário avançou! A concentração e a entrega demonstradas nesse jogo nos deram a sensação de que poderíamos sonhar com objetivos maiores…

semifinal: Venezuela 1×1 Romênia

A Romênia surpreendeu, pois havia eliminado o grande favorito, Portugal – além de contar com um dos craques do torneio.

O jogo foi equilibrado, tenso e intenso. Era tudo decidido no detalhe, e o equilíbrio ficou evidente no placar. O adversário teve maior volume de jogo na primeira etapa, mas mantivemos a postura e determinação tática (inclusive com variações de posicionamento), sustentamos a intensidade e acabamos indo às penalidades.

Nosso goleirão Felipe Carvalho então brilhou, defendendo duas cobranças e garantindo a Venezuela na grande final! Mais uma demonstração de maturidade e espírito competitivo de uma equipe que não se intimidava diante de nenhum desafio!

final: Venezuela 3×2 Paraguai

Num jogo de tirar o fôlego, a Venezuela abriu o placar, sofreu a virada e precisou se reinventar dentro da partida. Conseguimos manter a tranquilidade possível dentro de um jogo decisivo. Alguns ajustes, confiança nos companheiros, até que Rafael Nunez mandou um balaço em cobrança de falta para buscar o empate e explodir o ginásio!

Martim e Theo Chor comandavam o vaivém da equipe, ajustando o balanço defensivo, o posicionamento e os contra-ataques, até que nos minutos finais… a revirada!!

O Paraguai ainda pressionou, mas demonstramos entrega total e competência até o apito final. Os jogadores terminaram exaustos, mas em êxtase: foi a vitória de um time aguerrido, firme, competente em sua proposta – e que se recusou a perder. Um show de futsal, superação e espírito coletivo! Parabéns, campeões!

Categoria sub-12

 

quartas de final: Sérvia 1×4 Chile

Com dois times da casa, mantivemos a cultura de jogar à vera! A Sérvia, equipe ainda de primeiro ano da categoria, apresentou-se novamente bem organizada e com a movimentação habitual, fazendo frente à equipe mais experiente do Chile. Abriu o placar com Marcelo Fusco em ótimo contra-ataque, e sustentava boa marcação.

O Chile no entanto começou a se impor pela técnica e, numa bela virada de Guilherme Ratto no pivô, empatou. Apresentando maior volume de jogo, foi construindo a goleada, que contou com passe de calcanhar de Rafael Ferranty para fechar o placar. Chile na semi, e Sérvia orgulhosa de sua empreitada pelo bom futsal apresentado na competição – voltando mais forte o ano que vem!

quartas de final: Escócia 1×0 Dinamarca

Em mais um jogo da casa, um embate milimétrico na disputa da vaga! Muita marcação, pouco espaço no início da partida, mas a Escócia acabou dominando a primeira etapa, tendo perdido chances (ótima atuação do goleiro Enrique Lent, da Dinamarca). Na volta do intervalo, a Dinamarca conseguiu se reorganizar, comandou as ações e foi a vez do goleiro Rafael Moitinho salvar a Escócia, de mão trocada num chutaço de Miguel Mendonça!

Quando a Dinamarca partia para o gol decisivo, num contra-ataque o fixo Vicente Teles escapou pela esquerda e, numa batida seca, venceu o goleiro e decretou a passagem da Escócia para a semifinal! Um jogaço, e um abraço na equipe da Dinamarca que fez ótima campanha!

semifinal: Chile 1×1 Croácia

Entramos um pouco nervosos diante de uma forte Croácia, adversário que já conhecíamos e que contava com um grande goleiro. Saímos atrás no placar, mas a equipe demonstrou maturidade: com mudanças táticas e reposicionamento de jogadores, reagimos e buscamos o empate!

Um ponto a ressaltar é que o Chile tem ótima técnica, mas em determinados momentos desta partida pareceu confiar demais em jogadas individuais. Assim, com a persistência do empate fomos aos pênaltis – e acabamos sendo eliminados.

Saímos com a sensação de que podíamos mais, pelo nível apresentado em partidas anteriores; mas orgulhosos de uma equipe que lutou até o fim e competiu em alto nível. Valeu!

semifinal: Escócia 1×0 Austrália

Num jogo tenso, contra a equipe de melhor campanha até então (cinco jogos, cinco vitórias e apenas um gol sofrido), a proposta de forte bloqueio defensivo contou com ótima atuação coletiva, muita determinação tática e inteligência para contra-atacar de modo assertivo.

Bento Salgado comandava a equipe com ótima exibição, até que seu xará, Bento Zacconi, marcou o gol que explodiu o ginásio – e carimbou a merecida passagem à finalíssima!

final: Escócia 1×4 Croácia

A final começou equilibrada, com o adversário levemente superior – chegou, inclusive, a abrir o placar. O jogo seguia seu curso quando, numa bola dividida, nosso goleirão sofreu uma lesão na mão… precisou ir para o banco, jogamos com goleiro-linha mas a equipe, infelizmente, perdeu em poder de marcação e saída de bola (além do abalo emocional).

Lutamos bravamente, mas não conseguimos segurar dessa vez o bom time croata. Saímos de quadra de cabeça erguida, com um vice-campeonato que, certamente, ficará marcado para todos! Parabéns, Escócia!!

Categoria sub-14

 

semifinal: Tunísia 3×2 Colômbia

Tunísia e Colômbia fizeram um jogo aberto e franco, onde as equipes buscaram a vitória o tempo todo!
A Colômbia é um antigo conhecido, time forte e campeão em outras edições. Eles abriram o placar e empatamos; marcaram o segundo, e pareciam ter se acomodado um pouco…
Nós, ao contrário, após pedido de tempo reorganizamos a equipe e partimos corajosamente em busca da vitória! Na parte final do jogo, futsal de Tom Abdalah começou a fazer a diferença, se impondo pelo posicionamento e ótima técnica! A equipe veio junto e, em lances rápidos, conseguimos a virada e a classificação para a finalíssima!

final: Tunísia 6×1 Rep. Tcheca

O primeiro tempo foi bem competitivo mas, na segunda etapa, a Tunísia fez prevalecer sua superioridade e se impôs – construindo um resultado elástico! Com boas trocas de passe e ótima movimentação, os gols foram saindo naturalmente: tabelas com Tom Abdalah, Bernardo Malburg, João Paulino, Leo e Thomaz – e atuação segura de Diego Bastos!

Um time com autoridade de campeão! Parabéns!

***

Alcançar resultados é a última preocupação no processo de educação esportiva. Isso não significa que eles não sejam desejados, ou que não importem; mas terão tão mais valor o quanto forem sustentados por certas premissas, e atingirem objetivos relacionados à educação.

O fundamento de toda educação deve ser a aprendizagem. Em nosso caso: psicomotoras, sociais, afetivas e, naturalmente, desportivas. É o ponto de partida para a aquisição de habilidades motoras e compreensão de estratégias de jogo e posicionamentos, manobras etc. É a partir da avaliação da aprendizagem de cada aluno (e de cada grupo) que se pode avançar, em termos competitivos, para a segunda etapa: o desempenho.

A criança ou o adolescente que estão aptos a competir (por já terem cumprido requisitos elementares de aprendizagem) passam, assim, a serem avaliados também em relação ao desempenho sob estresse competitivo. Não é trivial desempenhar (executar movimentos, individuais e coletivos) sob o estresse próprio (e desejável) de uma competição.

Neste sentido, nosso trabalho é considerado cumprido, em suas premissas fundamentais, quando um aluno ou aluna consegue alcançar certo desempenho em competições; quando consegue executar, reagir, coordenar movimentos, tomar decisões. Quando essas coisas amadurecem, podemos pensar na última etapa: a conquista de resultados.

Um professor sofre alguma transformação neste processo: ele passa a funcionar, na prática e no imaginário, também como treinador. Vai escolher jogadores para executar determinadas funções; dizer ‘sim’ para algumas coisas, ‘não’ para outras; irá confrontar decisões, atitudes e comportamento deste ou daquele menino; estimular outros; acolher outros tantos. Tudo isto, tendo passado pelas aprendizagens e desempenho, pensando agora no resultado.

Como vencer tal partida? Como se classificar? É possível pensar em título?

Em nosso planejamento, a meta competitiva é classificar o maior número de equipes possível na Copinha. Isto sendo feito, oferecendo a possibilidade de disputar os títulos, consideramos alcançada a questão do resultado – pois o elemento caótico em jogos infantojuvenis é por demais imprevisível para cobranças excessivas no nível em que atuamos.

Ainda assim, todos queremos vencer, não é mesmo? E aí entra o mais bonito deste processo: o jogo infantil.

O que vimos nestas finais da Copinha foram crianças e adolescentes que tomaram para si o desejo de vencer, de se arriscar, de deixar suor e lágrimas no piso duro da quadra! Foi, é, tudo muito emocionante, justamente por aquilo que é deles, só deles, que escapa e transcende à intervenção do adulto e, por isso mesmo, dá valor a cada chute, cada jogada, cada corrida e gota de suor.

E é isso o que está por trás e sustenta os três lindos títulos  e o vice-campeonato que conquistamos!

No início da competição, nós não esperávamos.

Talvez eles, sim.

***

Obrigado à nossa torcida por se portar tão bem, por incentivar a todo tempo e por apoiar essa meninada na hora boa e nas horas difíceis! Vocês deram um show!

Ano que vem, tem mais!

Aquele abraço, saudações esportivas

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