

perder, perder
Em toda competição há equipes que, em termos de resultados, se saem muito mal.
Nas disputas infanto-juvenis, em especial, é preciso certo cuidado e um olhar sobre isso.
Na Copinha do Mundo, fatalmente os últimos colocados de cada categoria acabam sendo derrotados na maioria dos jogos – quando não em todos.
Perder jogos em sequência, assim, convoca os adultos (familiares e professores) a cuidar para que não se perca o objetivo principal da educação esportiva: a aprendizagem.
Digo, é muito bom vencer, ser campeão é uma delícia! Disputar as finais, ganhar algumas partidas. Mas a possibilidade de sofrer derrotas em sequência traz consigo o fantasma do fracasso total, e é dele que precisamos desviar.
Isso não significa, em absoluto, fingir que a situação é confortável; não é. A criança se importa com o resultado, bem como a família e os treinadores. Por mais que exista diversão envolvida, a competição é para ser efetivamente disputada.
Para confrontar este fantasma é preciso suportar, no sentido de ‘dar suporte a‘. A tarefa, do ponto de vista pragmático, parece simples: continuar levando a criança aos jogos. Disputar até o final. Cumprir os ritos de entrada e saída de quadra.
Neste contorno, aprende-se a sustentar certa postura, uma dignidade e altivez e, com elas, a esperança por dias melhores.
Ao contrário, quando a defesa dos adultos é desqualificar a competição, a equipe, o treinador etc, fica para a criança muito pouco de aprendizagem: aquela na qual só importam os resultados.
No campo pedagógico de uma real educação esportiva, as equipes que perdem jogos em sequência (ou mesmo todos os jogos) têm uma tarefa de aprendizagem muito dura, mas em nossa experiência, quando o contorno do adulto é positivo, a aprendizagem é valiosa e rara.
É como aprender a atravessar um deserto, ou uma tempestade. Mas juntos, de mãos dadas, pois o que vale é a caminhada e alcançar um sentimento de coragem e dever cumprido.
Se estamos falando de educar para a vida real, não é pouco.
Aquele abraço, saudações esportivas
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Bom dia Rodrigo,
Parabéns, bacana a mensagem. Aqui em casa está tudo tranquilo. E a verdade é que derrotas oferecem muito mais oportunidades de aprendizado.
Um abraço e sábado estaremos lá novamente.
Bernardo