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Pra que te quero

As férias oferecem a chance de uma relação um pouco diferente com o tempo.

O tempo da infância não é – ou não deveria ser – o mesmo tempo do tempo adulto. 
O da adolescência, também não.
Na briga infindável na qual nos metemos, entre o tempo cronológico e o tempo subjetivo, as férias ajudam a gente a lembrar (e a viver) o tempo que não é contado no relógio.
Talvez as férias sejam, em si, uma oportunidade para fazer as pazes com o tempo.
Quando, cansados de enfrentá-lo, suplicamos: “Vem jogar no meu time!”
O tempo vira um amigo, um amigo que a gente não vê.
Acho que a gente só vê o tempo quando ele fica fantasiado de adversário.
Estamos sempre de olho.
Por outro lado, perder o controle do tempo é jogar no time dele.
Os adultos destas fotos, que o digam.

Férias, pra que te quero?
Aquele abraço, saudações esportivas
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