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Saudades

Saudades

Com a perspectiva da reabertura de algumas atividades, relatos sobre a nova mudança de rotina de crianças e adolescentes vão ganhando contornos e, claro, dúvidas.

Horários, cursos e aulas, protocolos e possibilidades circulam entre famílias e grupos sociais à medida em que o tempo avança e que algumas escolhas fatalmente deverão ser feitas – entre consensos e subjetividades.

Particularmente saltou aos ouvidos, nos últimos dias, histórias de meninos e meninas que, supostamente, não estariam mais demonstrando sentir falta do mundo fora de casa: amigos, atividades diversas, esportes. Algo como um novo costume, uma espécie de adaptação total ao confinamento.

Para quem sente falta da rua, das pessoas e dos lugares soa bastante estranho, e poderíamos colocar na conta das diferenças da maneira de viver de cada pessoa. Mas existe um ponto que pode ser válido.

Uma adaptação total significa, de certo modo, uma naturalização de atos, hábitos, relações. Significa ainda, levando-se em conta o termo ‘total’, a ausência de um estranhamento.

Ocorre que, por condição humana, adapta-se a situações muito boas, mas adaptamos-nos também a condições bastante ruins. A história é farta em exemplos.

Pareceu-me útil, assim, o lembrete de que muitas dessas crianças que se dizem perfeitamente adaptadas à situação atual podem ter, simplesmente, se adaptado a um estado de tristeza; de desistência. E que, tendo desistido internamente de esperar (ou de acreditar) pela vida social mais ampla em todas as suas cores, aparenta estar em paz.

Cada caso e cada família, em seus olhares afetivos, costuma perceber a diferença entre uma paz de espírito benfazeja e real e, ao contrário, uma tristeza que tenta não se mostrar. Naturalizada.

É sempre bom calibrar o olhar.

Estamos com saudades.

Aquele abraço, saudações esportivas

This Post Has 7 Comments
  1. Grande Rodrigo,
    como estão ??

    Momento de reequilbrio e readaptação ás novas rotinas sociais com possiveis voltas às atividades.

    Espero que vc, Tiago e toda a equipe do ChuteBol tenham conseguido respirar nesse tempo dificil e se reinventar para novos tempos.

    Forte abraço !!
    Sucesso !!

  2. Pertinente.
    Dizer que e adaptou muito bem ao confinamento e não sentir falta da vida lá fora é no mínimo inacreditável. E, se for verdade, é gritante o problema!!
    Na minha prática percebi que os mais “quietos” são os que mais me preocupam.
    Até a adaptabilidade acontece com algum desconforto, né? 😉
    O ser humano PRECISA de contato físico com outros seres humanos!
    Que as aulas presenciais voltem logo!!!

    Saudações esportivas saudosas… Rsrs
    Bjs

  3. Oi Rodrigo muito boa a observação. No nosso caso estamos sim adaptados. Com alguns ganhos. Percebemos que conseguimos ficar juntos sem tentar nos “enforcar ” enforcar mas também sentimos muitas saudades das trocas presenciais super saudáveis. Bjs.

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