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Chutebol Na Copa (4): Perdemos!!

Chutebol na Copa (4): Perdemos!!

Perdemos!!

(Foi o Alisson! Foi (!!) Jesus! Foi o Fernandinho! Foi o Paulinho! Foi o Marcelo!)

Perdemos!!

(Foi o Neymar!)

Perdemos!!

(O Tite é puro marketing!)

Perdemos!!

(O futebol brasileiro acabou em82!)

Perdemos!!

(Esse time é frouxo!)

***

Caminhamos para a final da Copa do Mundo entre França e Croácia – e essa foi a coletânea das críticas, análises e choramingos que consegui capturar de nossa eliminação. Sim, perdemos. Mas por quê, entre nós, parece tão difícil perder?

O sentimento de onipotência está associado à necessidade de esconder fragilidades. O Brasil do penta, o Brasil do tem que ganhar, o Brasil do futebol, não está mais dando conta da realidade: o mundo aprendeu a jogar bola.

Como diz o craque Alex, com palavras que não me arrisco a escolher melhor (confira em https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,prepotencia,70002397835), por aqui não temos estrutura esportiva adequada, incentivos eficientes ou boas políticas públicas. Nosso campeonato nacional é segundo escalão no mundo. De quebra, perdemos, em nossas cidades cada vez mais feias e entupidas de carros, as ruas livres, os campinhos, os estímulos à espontaneidade.

O que será que ainda sustenta nossa onipotência? De achar que temos o dever – ou o direito divino – de atropelar quem vier pela frente? O que será que mantem essa imagem distorcida, desatualizada, de nós mesmos jogando futebol? Nossa tradição, legítima e verdadeira, é um destino infalível?

A conversa com a meninada, na beira da quadra, foi por aí: perdemos. Noves fora a paixão, o que será que é tão difícil?

Não fazia sentido entrar no mérito dos caprichos e críticas que todos eles, muito atentos naturalmente à cobertura esportiva, traziam de sua torcida apaixonada. É tudo do jogo, e nós escutamos as queixas (cada um tinha uma explicação na ponta da língua rsrs).

Mas prestaremos melhor serviço às novas gerações se, no lugar de choramingar e analisar derrotas a partir do que ‘deveríamos ser’, pudermos analisá-las a partir do que somos hoje – o tombo fica menor. Essa onipotência esconde é a nossa dor de destronados.

A Seleção merece críticas, mas fez uma Copa do Mundo com decência e jogou até o final.

Oh, céus: perdemos!!

Aquele abraço, saudações esportivas

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