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Resultados: 4a Rodada Copinha 2022

Prezados Torcedores Responsáveis,

Seguem, abaixo, os resultados e comentários da 4a Rodada da Copinha do Mundo 2022:

Espanha 0 x 0 Suécia 

Com bom jogo ofensivo, a Espanha controlou o adversário mas pecou nas finalizações, e não conseguiu transformar o domínio da partida em vantagem no placar. Tivemos jogadas construídas, marcação pressão e boa troca de passes, além de duas bolas na trave! A equipe se classificou em segundo lugar na categoria, e vai jogar as semifinais!

Chile 1 x 0 Bolívia

Desfalcado do seu principal pivô, o Chile fez boa partida e conseguiu a vitória pela diferença mínima. Ganhando as divididas mais importantes e jogando com segurança, tivemos o controle durante bom tempo, e soubemos nos defender quando pressionados. Após o resultado, ficamos na dependência dos outros jogos da categoria para avançar às semis, mas infelizmente nenhum dos resultados nos favoreceu. Fica como lição: é fundamental, numa competição de ‘tiro curto’ como essa, não desfalcar a equipe. É preciso comprometimento com o grupo para alcançar os resultados, pois acabamos sentindo falta de pontos de jogos anteriores em que jogamos desfalcados.

País de Gales 2 x 2 Inglaterra

Jogando com um a menos por toda a partida (desfalques por viagem e contusão), o País de Gales com muito empenho tático, raça e espírito coletivo fez um primeiro tempo sensacional – e conseguiu abrir 2 a 0 no placar! No segundo tempo a equipe cansou após tanto esforço, e levou o empate. Na mesma categoria do Chile, também acreditamos que teríamos tido melhor sorte na competição se tivéssemos jogado sempre completos.

Marrocos 0 x 5 Paraguai
Ainda na preleção, os treinadores puderam sentir a tensão dos jogadores no banco de reservas. Estavam todos muito preocupados com as possibilidades e resultados de outros jogos, esquecendo que antes de tudo precisavam fazer a parte deles em quadra. Envolvidos pelo toque de bola adversário, acabarmos sendo goleados pelo Paraguai. Como profissionais, nossa avaliação é que emocionalmente a equipe, que se mostrou forte e concentrada durante toda a competição (jogando inclusive contra resultados adversos), parecia excessivamente preocupada com questões da tabela. Curioso é que Marrocos, por exemplo, venceu o México – que derrotou o Paraguai. Como lição, é preciso entrar em quadra sempre para fazer o dever de casa, e deixar os azares da sorte para a tabela. Com tudo isso, o saldo nos pareceu positivo, pelo futsal de alto nível apresentado em diversos momentos ao longo da competição, com uma equipe vibrante e aguerrida! Valeu!

Croácia 1 x 0 Emirados Árabes
No jogo entra nossas duas equipes na categoria, a arquibancada vibrou e se deliciou com uma apresentação de ótimo nível de lado a lado – numa partida que foi decidida só no segundo tempo! Marcação forte, tentativas de jogadas e saída de bola dos dois times, e muita vibração deram a tônica do jogo! Pela Croácia, Lucas Vasques marcou o gol da vitória e se mostrou decisivo, além do goleirão João Vitor se apresentar quando exigido! Em mais um jogo de superação, por conta da ausência de seu goleiro, a equipe dos Emirados Árabes demonstrou todo o amadurecimento e aprendizado na Copinha, com Artur se destacando! Uma bola que passou rente à trave da Croácia quase decretou o empate! Nos despedimos da competição com muito orgulho pelo desafio encarado, com valentia, pelas duas equipes! Parabéns!

Suíça 4 x 0 Camarões
Entramos na 4a rodada como ‘azarões’. Precisaríamos vencer o jogo e torcer por alguns resultados – e não é que deu certo?!
Numa partida inspirada e comandados pelo fixo Bernardo, que não perdeu uma disputa sequer e pelo pivô Vinicius, autor dos 4 gols da partida, nosso time conseguiu apresentar seu melhor futsal até aqui, e conquistou a classificação para a semifinal! Com superação, organização e um jogo vibrante, levantou a galera e conseguiu a classificação! Parabéns, Suíça! Vamos com tudo!

Costa Rica 2 x 1 Tunísia
Em mais um jogo dificílimo, a Costa Rica mostrou que sabe como endurecer e vencer uma partida. Desfalcada de seu goleiro, mostrou superação e jogo coletivo para buscar a vitória. Defendíamos bem e saíamos com velocidade em contra-ataques, conquistando o resultado com justiça. Saímos da competição com a sensação de que poderíamos ter chegado mais longe! Ano que vem, tem mais!

Sérvia 1 x 0 Argentina
Passamos às semifinais como líderes do grupo, conquistando a quarta vitória seguida! Dessa vez não houve, em nossa avaliação, grandes atuações individuais, mas a manutenção de uma força coletiva suficiente para controlar a partida sem correr riscos, decretando a vitória em ótima arrancada de Tom para finalizar. O adversário portava-se bem, e nós tivemos chances para alargara o placar. Agora é descansar e treinar firme para as semifinais, lembrando que a Sérvia ainda não perdeu e sequer saiu atrás no placar. Será preciso um trabalho para imaginar tais hipóteses e saber reagir caso aconteça, pois é um time que se acostumou a vencer. Linda campanha até aqui e vamos por mais!

Holanda 4 x 0 Portugal
Não nos intimidamos com a notícia que chegou ao vestiário: por conta de desfalque imprevisto, jogaríamos com um a menos durante toda a partida. Era preciso vencer e torcer por um tropeço de outro adversário para nos classificar, então esquecemos a tabela e nos concentramos na quadra. E o que se viu foi um show! Organizados taticamente e cumprindo à risca o combinado, Arthur, Hugo, João Fraga e Felipe protagonizaram talvez os momentos mais bonitos dessa Copinha até aqui, ganhando terreno e abrindo o placar numa bomba de João! A preocupação inicial era de não levar gols, mas foram ganhando confiança de tal forma que João foi ao fundo e cruzou para Felipe fazer 2×0! Com o adversário atônito, Felipe arrancou, foi derrubado na área e João encheu o pé na cobrança do pênalti para fazer o terceiro. No segundo tempo nos mantivemos fechados e, numa batida de lateral contestada pelo adversário, Felipe encheu o pé da intermediária para decretar a goleada e lavar a alma de uma equipe que fez linda campanha, empolgou e nos encheu de orgulho! Destaque também para o goleirão Arthur, que começou improvisado na posição e, por seu espírito de equipe, agarrou a posição e fez grande diferença! O resultado que precisávamos não aconteceu, mas fechamos em terceiro no grupo (pelo saldo de gols),  ficando a um triz das semis. Parabéns!

Dinamarca 1 x 3 Nova Zelândia
Era importante vencer por dois motivos: por nós mesmos e para ajudar a Holanda! Apostamos na marcação individual, que deixou o adversário sem alternativas e, numa das muitas bolas que roubamos, Francisco invadiu a intermediária e soltou uma bomba para fazer um a zero! O goleiro adversário seguramente é o melhor da competição, por isso vibramos muito em vazá-lo! Infelizmente levamos um gol ao final da primeira etapa, em bola fortuita de fora da área. Na volta do intervalo, com uma alteração a equipe se desorganizou e foi fatal: levamos um gol por erro infantil de posicionamento, e isso foi conversado com o jogador. Após tanto treino, aquele tipo de erro já não era admissível. Nos reorganizamos, tivemos a chance do empate com Lucas e Vicente, mas no final levamos o terceiro. A Dinamarca despediu-se com boa atuação, e com uma visível ascensão de suas atuações no decorrer da competição. Parabéns!

***

 

Aquilo que esperamos para o momento competitivo se divide em três etapas: 1) Amadurecimento emocional, em que se espera que, ao final do período competitivo, o aluno consiga lidar com os altos e baixos da competição, mantendo o espírito esportivo, reconhecendo o valor do adversário e com uma postura ética ao alcance da idade dentro de quadra; 2) Aprendizagens técnico-táticas, em que se espera, ao final do período competitivo, evolução individual e coletiva observável, a partir dos treinamentos e respostas obtidas em condições de estresse competitivo; 3) Desempenho esportivo, que são os resultados propriamente ditos nas competições disputadas.

Consideramos, assim, que o o primeiro item foi amplamente alcançado, pois nossos alunos de maneira geral atravessaram o período competitivo saindo fortalecidos emocionalmente. É a premissa básica para uma educação esportiva, e há alunos que precisam solidificar esse passo antes de demonstrar uma aprendizagem mais clara sob estresse competitivo.

O segundo item foi bastante celebrado por nós, professores, após dois anos sem competir. As orientações sobre como agir com e sem a bola; posicionamento e funções, e acentuação das melhores qualidades de cada jogador (bem como lidar com as próprias limitações) foram observados. Quando se soma os itens 1 e 2, consideramos a maior parte do trabalho realizada a contento, pois o desempenho esportivo depende de outras variáveis menos controladas por nós, no processo de ensino-aprendizagem.

O desempenho esportivo, terceiro item, foi alcançado de modo estrito pelas três equipes que chegaram às semifinais, mas não só: aquelas que ficaram por um triz, por um gol, por um azar da sorte, também consideramos. O resultado em si, em nossa metodologia, precisa ser consequência das bases emocionais e de aprendizagem, que compõem o cerne do trabalho. É o compromisso que podemos assegurar, e sem os quais o resultado pode ficar vazio, mero acaso, pois que significaria apenas o compromisso em ‘vencer’, não em amadurecer/aprender. Vencer sem postura adequada, por exemplo, para nós seria um fracasso.

A bola na trave, o dia ruim de um craque, um desfalque imprevisto, o erro do treinador, da tabela ou do juiz – isso tudo é considerado variável do jogo, do futebol, da vida.

*

Agradecemos a torcida de todos até aqui! O suporte das famílias é fundamental para uma educação esportiva de qualidade, que tenha significado e leve sentido e alegria à vida de crianças e adolescentes.

Convidamos nossa vibrante arquibancada a comparecer dia 19/11, sábado, para torcer por Suíça, Sérvia e Espanha nas semifinais! Nossa família-torcedora deu um show de alegria e cordialidade, e contamos com vocês para manter o ambiente saudável da disputa infanto-juvenil na Copinha!

Aquele abraço, saudações esportivas

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