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Tão Longe, Tão Perto

Tão longe, tão perto

Passadas quase três semanas da volta às atividades presenciais, parece interessante dar um retorno. Impressões de como tem sido o trabalho, de como temos vivido e avaliado os últimos dias – com as restrições e protocolos sanitários, em especial o distanciamento.

A marcação dos chamados pontos de apoio na beira da quadra, para que cada um deixe seu material, facilita a entrada na aula, as pausas para água e a saída. Foi rapidamente assimilado.

Fundamental lembrar que nós, professores, temos sido muito exigidos na medida em que, particularmente no Chutebol, as aulas sempre tiveram uma dinâmica intensa, indo de uma atividade para outra num estalar de dedos.

Agora, com o plano de aula em mente, pensar essa transição é um imperativo a ser cumprido de modo calculado, para que os alunos e alunas não se ‘embolem’. De um modo geral, nossa avaliação é positiva, em especial por um motivo.

As crianças precisam participar deste processo. É uma linguagem e uma ideia de espaço e de movimento que está sendo construída. É irreal (e disfuncional) excluí-los dessa nova montagem, na medida em que seria infernal ficar, literalmente, marcando insanamente os lugares onde cada um pode ou não pisar. Não é assim que funciona.

Ao contrário, ao chegar em quadra, lembramos a situação atual; conversamos sobre ela. Dadas as prerrogativas e os pontos de apoio, a responsabilidade compartilhada ao nível infanto-juvenil faz com que cada um tenha a oportunidade de sentir-se responsável por si e pelo grupo, e busque essa remodelagem também dentro de si.

Quando isso vai acontecendo, mesmo em meio aos desencontros (eles existem), a referência está dada – é preciso manter distância e saber aonde vai. Quem está ao meu redor? Estou muito perto? Alô, amigo, cuidado!

Tais aprendizagens devem, inclusive, refletir na vida social mais ampla. Há um ganho, aí, para os tempos incertos que virão. É preciso confiar e apostar nas crianças e adolescentes, construir esse modelo, essa etiqueta – com eles. Não apenas comunicando, mas fazendo com que se impliquem.

Isso tudo é, creio, um investimento afetivo, um aprendizado em nome de poder reaver coisas muito importantes: a amizade, o prazer de correr e se movimentar e, claro, o amor pelo futebol.

Sigamos.

Um abraço de longe, saudações esportivas

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